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Notícias: Censos 2021. Área Metropolitana do Porto perdeu mais de 22 mil residentes na útima década

Censos 2021. Área Metropolitana do Porto perdeu mais de 22 mil residentes na útima década

A cidade do Porto perdeu mais de cinco mil habitantes.

A Área Metropolitana do Porto (AMP), composta por 17 municípios, perdeu 22.129 habitantes na última década, sobretudo em Vale de Cambra, Arouca e Santo Tirso, segundo os dados preliminares dosCensos 2021, divulgados, esta quarta-feira
De acordo com os resultados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), os 17 municípios têm 1.737.395 residentes, face aos 1.759.524 (menos 1,3%), registados em 2011, com 12 dos concelhos a perderem residentes.
Em Vale de Cambra residem 21.279 pessoas, quando em 2011 tinha 22.864 habitantes, sendo o município da AMP que, em proporção, mais população perdeu (-6,9%) na última década, seguido de Arouca que passou de 22.359 habitantes em 2011 para 21.154 (-5,4%) este ano, e de Santo Tirso que tem menos 5,2% de população: 67.785 residentes em 2021 face aos 71.530 em 2011.
Porto, Maia, Espinho, Gondomar, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Paredes, Santa Maria da Feira, Trofa são os outros nove municípios da AMP que observaram uma diminuição na população na última década, que varia entre os -0,3% registados na Maia e os -3,5% verificados em Oliveira de Azeméis.
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Porto perdeu 2,4% da população: passou de 237.591 residentes em 2011 para 231.962 em 2021, o que representa uma diminuição de 5.629 habitantes.
Em sentido contrário, São João da Madeira (+2,1% de residentes), Vila do Conde (+1,7%), Póvoa do Varzim (+1,4%), Valongo (+1%) e Vila Nova de Gaia (+0,6%) são os cinco municípios da AMP que registaram aumento da população.
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Fonte: Rádio Renascença, consultado a 3 de agosto de 2022

Geografia: Litoralização, Bipolarização, AMP e AML

“Padrões de litoralização” acentuam-se

De acordo com o Censos2021, cerca de metade da população residente em Portugal está concentrada em apenas 31 municípios. Os desequilíbrios na distribuição da população pelo território “acentuaram-se”, constata o INE.
“A evolução demográfica da última década ao nível do município permite verificar que os territórios localizados no interior do país perdem população e que os municípios que registam um crescimento populacional se situam predominantemente no litoral”, adianta.
Além disso, segundo os dados, verifica-se “uma concentração” em redor de Lisboa e na região do Algarve.
“Acentuaram-se, desta forma, os padrões de litoralização do país e o movimento de concentração da população junto da capital, fenómenos que se têm vindo a reforçar nas últimas décadas”, refere o INE.
Oleiros, no distrito de Castelo Branco, Alcoutim (Faro) e Almeida (Guarda), são os municípios portugueses com a população mais envelhecida, enquanto Ribeira Grande e Lagoa, nos Açores, e Santa Cruz (Madeira) são os mais jovens.

Infografia: População por concelho (AML e AMP)

Fontes:
RTP, consultado a 3 de julho de 2022.
Pordata, consultado a 3 de julho de 2022.

Censos 2021 e dados de julho de 2022: Imigração e população estrangeira residente em Portugal

Mais residentes estrangeiros
Quanto aos agregados famíliares, um terço dos agregados domésticos em Portugal tem duas pessoas e um quarto dos agregados é de pessoas que residem sozinhas. De acordo com o Censos2021, existem 4.149.668 agregados domésticos privados e 5.476 agregados institucionais.
Destaque também para o aumento considerável de população estrangeira a residir em Portugal: mais 40,6 por cento. As pessoas com nacionalidade estrangeira residentes no país representam agora 5,4 por cento do total da população.
À data da realização do Censos2021, residiam em Portugal 555.299 pessoas de nacionalidade estrangeira, um valor superior aos 3,7% verificados em 2011.
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Quase 700 mil estrangeiros vivem em Portugal e 30% são brasileiros.
A população estrangeira residente em Portugal aumentou em 2021 pelo sexto ano consecutivo, totalizando 698.887 cidadãos, mantendo-se a comunidade brasileira como a mais representativa e a que mais cresceu, revelou esta quinta-feira o SEF.
“Em 2021 verificou-se, assim, pelo sexto ano consecutivo, um acréscimo da população estrangeira residente, com um aumento de 5,6% face a 2020, totalizando 698.887 cidadãos estrangeiros titulares de autorização de residência, valor mais elevado registado pelo SEF, desde o seu surgimento em 1976”, refere o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA), a que Lusa teve acesso.
Segundo o SEF, os brasileiros mantêm-se como a principal comunidade estrangeira residente no país, representando no ano passado 29,8% do total, o valor mais elevado desde 2012. O documento avança que, no final do ano passado, viviam em Portugal 204.694 brasileiros, sendo também a comunidade oriunda do Brasil a que mais cresceu em 2021 (11,3%) face a 2020.
O RIFA precisa que o Reino Unido mantém a posição em relação a 2020 apesar do decréscimo de 9,3%, sendo a segunda nacionalidade estrangeira mais representativa em Portugal. No final de 2020, viviam em Portugal 204.694 brasileiros, seguido dos cidadãos do Reino Unido (41.932), de Cabo Verde (34.093), Itália (30.819), Índia (30.251), Roménia (28.911), Ucrânia (27.195), França (26.719), Angola (25.802) e China (22.782).
O RIFA dá conta que se verificou um aumento de estrangeiros a viver no distrito de Viana do Castelo e, por outro lado, registou-se uma descida em Bragança, frisando que, em termos de áreas de residência, ocorreram subidas em Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo com um aumento de 9,8% em consequência das subidas de Setúbal, Beja e Santarém.

Fontes:
Eco, consultado a 3 de julho de 2022.
RTP, consultado a 3 de julho de 2022.

Notícia e Infografia: Menos nascimentos e mais mortes em 2021 agravam saldo natural negativo da população

Menos nascimentos e mais mortes em 2021 agravam saldo natural negativo da população.

O saldo natural negativo da população portuguesa agravou-se em 2021, com o nascimento de menos bebés (-5,9%) e o aumento do número de mortes (1,2%) revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os resultados mantiveram-se negativos em todas as regiões do país, num ano em que nasceram 79.582 crianças com vida de mães residentes em Portugal. “Este valor traduz um decréscimo de 5,9% (menos 4948 nados vivos) relativamente ao ano anterior”, indicou o INE no documento que acompanha a divulgação das estatísticas vitais da população.
“Do total de nados-vivos, 60,0% nasceram fora do casamento, isto é, eram filhos de pais não casados entre si”, precisou o instituto.
Nasceram 40.762 rapazes e 38.820 raparigas, ou seja, por cada 100 crianças do sexo feminino nasceram cerca de 105 do sexo masculino, de acordo com o INE.
No ano passado, registaram-se 124.802 óbitos de pessoas residentes em território nacional, mais 1,2% (mais 1.444) do que em 2020.
“O aumento do número de óbitos e o decréscimo do número de nados vivos determinaram novamente um forte agravamento do saldo natural, de -38.828 em 2020 para -45.220 em 2021”, lê-se na comunicação do INE.
Em 2021, morreram 191 crianças com menos de um ano, menos 14 do que em 2020, mantendo-se a taxa de mortalidade infantil em 2,4 óbitos por mil nados vivos.
Após a “forte quebra no número de casamentos” celebrados em 2020 (18.902, menos 43,2% do que em 2019), o número de matrimónios no ano passado aumentou para 29.057 (mais 53,7%).
Em cerca de dois terços dos casamentos (66,2%), o casal já possuía residência anterior comum.

Infografia: Menos nascimentos, mais óbitos

Fontes:
Jornal de Notícias, consultado a 2 de agosto de 2022.
Pordata, consultado a 2 de agosto de 2022.

Notícias: A Floresta Ibérica em chamas – Calor extremo mata na Península Ibérica

Os incêndios florestais
Os incêndios florestais consumiram quase 58 mil hectares, em Portugal, este ano. A área representa mais do dobro da floresta ardida em 2021 no país e a atual onda de calor já terá contribuído para mais de um milhar de mortes.
De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, as queimas e queimadas estão na origem de 62% dos incêndios em território nacional, 14% correspondem a fogo posto.
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Calor extremo mata na Península Ibérica
A onda de calor que varre atualmente a Europa está já a ter impacto na Península Ibérica. Na última semana, Portugal e Espanha viram a mortalidade aumentar acima dos níveis esperados para esta época do ano.
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Infografia: A Floresta Ibérica em chamas – Área ardida, em milhares de hectares

Fontes:
Pordata, consultado a 2 de agosto de 2022.
Euronews, consultado a 2 de agosto de 2022.

Geografia: O Dia dos Avós e a População Idosa

No dia 26 de julho assinalou-se o Dia dos Avós. O gráfico mostra que quase 1/5 da população portuguesa tem 65 anos ou mais. Mas, mas num olhar a nível regional, as tendências de envelhecimento são ainda mais evidentes: se em 2011 havia 56 dos 308 municípios, onde os jovens superavam o número de idosos, em 2021 eram apenas 3.


Legenda: Gráfico da População Portuguesa (em percentagem, %).

Fonte: Pordata, consultado a 26 de julho de 2022.

Geografia – População: Que futuro tem a raia despovoada?

FIm de Linha – Peças Jornalisticas
Que futuro tem a raia despovoada?
Uma abordagem interessante, sobre o despovoamento e as suas consequências, para as aulas do 10.º ano.

Fonte: Público, consultado a 18 de abril de 2022.

Exame Nacional de Geografia 2021 – 2.ª Fase – População, Crescimento Demográfico, Crescimento Efetivo, Saldo Migratório, Taxa de Natalidade, Taxa de Mortalidade, Emigração, Imigração

Exame Nacional de Geografia 2021 – 2.ª Fase – Versão 1
Questão 1
1. As flutuações da população residente nos últimos anos resultam do comportamento das variáveis demográficas e das políticas económicas e sociais.
A Figura 1A representa o crescimento demográfico, em Portugal, por NUTS II, em 2019, e a Figura 1B representa o saldo migratório, em Portugal, no período de 2009 a 2019.

1.1. Identifique as duas afirmações verdadeiras, recorrendo à análise das Figuras 1A e 1B.
I.  Na A. M. Lisboa, o crescimento demográfico refletiu o elevado número de imigrantes, relativamente
ao número de emigrantes, e um número de nascimentos superior ao número de óbitos.
II. Em 2019, o valor do crescimento efetivo registado na R. A. Açores corresponde à diferença entre o saldo natural e o saldo migratório.
III. Em 2019, as NUTS II Alentejo e Algarve foram as que menos contribuíram para o crescimento demográfico do país.
IV. O valor do saldo migratório diminuiu entre 2009 e 2012, porque a emigração permanente foi sempre superior à imigração permanente.
V. Os anos que registaram um saldo migratório mais baixo foram 2015 e 2016.
1.2. A região da NUTS II que registou uma mortalidade inferior à natalidade, de acordo com a Figura 1A, foi
(A) R. A. Madeira.
(B) Centro.
(C) Algarve.
(D) A. M. Lisboa.
1.3. O crescimento demográfico por NUTS II, observado na Figura 1A, reflete-se no território nacional, por
(A) acentuar a polarização demográfica.
(B) atenuar a metropolização.
(C) acentuar a dispersão demográfica.
(D) atenuar a litoralização.
1.4. De acordo com a Figura 1B, os valores do saldo migratório registados entre 2011 e 2016 permitem inferir que ocorreu
(A) um decréscimo do índice de dependência total.
(B) um crescimento efetivo negativo da população.
(C) uma subida significativa do êxodo rural.
(D) uma diminuição da população ativa nacional.
1.5. As migrações influenciam diretamente o dinamismo empresarial de Portugal.
Considere os seguintes cenários:
A – aumento da imigração com reduzida qualificação e aumento da emigração qualificada;
B – aumento da imigração qualificada e redução da emigração qualificada.
Selecione um dos cenários, A ou B. Apresente duas consequências que o cenário escolhido terá no dinamismo empresarial do país, justificando a sua resposta.
Correcção: Aqui
Fonte: Iave, consultado a 15 de setembro de 2021

Exame Nacional de Geografia 2021 – 1.ª Fase – Fixação da População, Envelhecimento Demográfico

Exame Nacional de Geografia 2021 – 1.ª Fase – Versão 1
Questão 8
6. A existência do Instituto Politécnico da Guarda, identificado na Figura 4, pode constituir um importante agente de desenvolvimento.
Justifique, referindo dois aspetos, como a fixação de unidades de ensino superior contribui para o desenvolvimento dos territórios onde se inserem.
7. O envelhecimento demográfico do interior do país pode ser contrariado através de medidas como
(A) a redução do custo de portagens aplicadas aos veículos de transporte coletivo de passageiros.
(B) a aposta nos serviços de apoio geriátrico, para melhorar a qualidade de vida dos idosos.
(C) a atribuição de subsídios a empresas que assegurem o emprego qualificado de longa duração.
(D) a criação de postos de trabalho sazonal, que atraiam a população jovem ativa emigrante.
Correcção: Aqui
Fonte: Iave, consultado a 15 de setembro de 2021.

Exame Nacional de Geografia 2020 – Época Especial – População, Densidade Populacional

Exame Nacional de Geografia 2020 – Época Especial
Questão 10
10. Portugal é um país muito diverso. O povoamento do território é uma dessas marcas. Os últimos anos mantiveram a tendência de despovoamento do país rural a favor das áreas urbanas e do litoral.
Fonte: Os portugueses em 2030, 2013, Lisboa, Fundação Francisco Manuel dos Santos, p. 149.
A Figura 5 representa a variação da densidade populacional, por município, na região Norte, entre 2011 e 2016.
10.1. De acordo com a Figura 5, os municípios da AMP que perderam mais de 10 hab./km2 foram, entre outros,
(A) Maia, Valongo e Vila do Conde.
(B) Póvoa de Varzim, Matosinhos e Vila Nova de Gaia.
(C) Maia, Póvoa de Varzim e Matosinhos.
(D) Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia.
10.2. O número de municípios da região Norte, observados na Figura 5, que registaram um aumento da densidade populacional foi
(A) 3.
(B) 14.
(C) 30.
(D) 39.
10.3. Explique duas medidas socioeconómicas que contribuem para inverter a variação da densidade populacional, observada na Figura 5, na maioria dos municípios de Trás-os-Montes.
10.4. O valor da variação da densidade populacional do município do Porto, entre 2011 e 2016, explica-se, entre outras razões,
(A) pela aposta no desenvolvimento do transporte rodoviário particular.
(B) pelo aumento da renda locativa na área urbana.
(C) pela aposta da autarquia na organização de eventos com projeção local.
(D) pelo processo de turistificação nas áreas suburbanas.
Correcção: AQUI
Fonte: Iave, consultado a 10 de setembro de 2021.